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Filha de pai alemão e mãe mestiça, a mexicana Frida Kahlo dispensa apresentações. De personalidade forte, postura patriota e revolucionária, Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon refletiu em sua obra surrealista a vida de superações, amor e sofrimentos intensos.  Frida era apaixonada pela cultura de seu país e adorava tudo que remetesse às tradições mexicanas, fato que  demonstrava  em sua maneira de se vestir e em seu trabalho ao incluir elementos da cultura popular.  Convicta em suas crenças  e gostos, vestia trajes excêntricos;  excessivos panos, babados e detalhes que cobriam as sequelas de sua saúde frágil,  profusão de cores e a presença forte do vermelho, representando o sangue, seus abortos, acidentes e paixões. Há mais de 6 décadas, Frida Kahlo representou a vanguarda  mexicana não apenas em suas obras surrealistas, como no seu estilo único de vestir-se.

No decorrer do ano três capitais brasileiras tiveram o privilégio de receber parte do acervo que traduz seu estilo único de viver, pintar e pensar. Quando a exposição  “Frida Kahlo – conexões entre mulheres surrealistas no México” esteve em SP, tentei por duas vezes visitá-las; porém as filas eram maiores do que meu tempo na capital paulistana. Mas  tive uma terceira oportunidade, e na minha última semana de trabalho na capital federal pude visitá-la e conferir de perto algumas obras e, sobretudo, os bordados maravilhosos (feitos por indígenas mexicanos) e estampas étnicas e florais de suas roupas.

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“[…] en todas las reuniones a las que asisto y en cualquier parte que estoy, el centro de atención soy yo: con mis hermosos trajes bordados de los indígenas, con mis tocados de flores e inválida […]”

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