Sob medida para você, um top 10 de ideias inspiradoras para dar um upgrade na casa com pouca mão de obra e muito efeito

Fotos: Divulgação
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Na era da globalização e das formas pasteurizadas dentro e fora de casa, ser criativo é o grande desafio dos arquitetos, decoradores, designers – e de quem quer ter uma casa mais bonita e confortável sem grandes investimentos. Enquanto a alta do dólar inibe as importações e aperta os cintos da indústria, nossos estetas levantam, sacodem a poeira e dão a volta por cima com ideias surpreendentes, de pouco impacto econômico e altíssimo valor estético. Aqui e agora, apresentamos uma seleção com 10 “pulos do gato” interessantíssimos para inovar e renovar em pequenos detalhes do décor. Inspire-se e invente a sua modinha você também. Vale tudo!

1 – Pintando o set
Os decoradores mais antenados não cansam de aconselhar: não existe decoração mais rápida, prática e barata do que uma boa lata de tinta. A boa notícia é que as pinceladas artísticas estão mais in do que nunca. O artista plástico Giuliano Martinuzzo, 28 anos, se inspira em formas orgânicas como algas, raízes e águas-vivas criando trabalhos de grande impacto que atravessam do living aos quartos e se tornaram o último grito entre os arquitetos. Vale rabiscar seus próprios traços pela casa, mas se você não tiver aptidões artísticas, melhor chamar um profissional… www.gm.art.br

2 – Samba da samambaia

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Como você viu, nada mais in do que trazer as plantas para dentro de casa – e mudá-las de um lado para o outro ao seu bel prazer. Um dos elementos característicos da decoração tradicional brasileira nas décadas de 1960 e 1970, os suportes de samambaias, jiboias, avencas e cia, também estão de volta. Para lançar um “raio gourmetizador” sobre os minijardins suspensos, as estantes desenhadas pelo estúdio paulistano Selvvva, em ferro colorido e mdf, são a sacada da vez. Mas vale também apostar em outros receptáculos estilosos, como os terrários do Atelier Botânico (foto), que brincam com os frascos de laboratório e sugerem um milhão de possibilidades. Caso não tenha se convencido ainda, anote uma dica de ouro do genial Sig Bergamin: “Improvise arranjos em baldes e panelas velhas. Nada mais campestre, charmoso e surpreendente”. www.selvvva.com / www.atelierbotanico.com

3 – Materiais tecnológicos

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Novidade no mercado brasuca, o Corian, matéria-prima de origem 70% mineral e 30% polímera, é um dos elementos arquitetônicos mais sofisticados da temporada. Importado dos EUA – consequentemente, caro – acata praticamente todas as formas e volumes e é quase indestrutível. Mas os resíduos de grandes projetos, como bancadas e mesas, andam rendendo bons frutos nas mãos de designers criativos, como o catarinense Rodrigo Meinert, que surpreendeu ao criar esta jarra de Corian, sob medida para a revista KAZA. Vale inovar com esses e outros resíduos da indústria. www.infinitasuperficies.com.br

4 –Mãos à obra

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Observe atentamente: sua área de serviço pode ser uma boa usina de ideias – e uma fonte inesgotável de garimpos. Neste exemplo, direto da garagem para o living, a velha caixa de ferramentas ganha status de estrela no bar, posando de porta-bebidas do living. Dica cult de um dos estúdios mais sofisticados da nova geração de criadores, os paulistanos Filipe Troncon, Daniela Frugiuele e Carolina Mauro, do Suite Arquitetos. www.suitearquitetos.com.br

5 – Baião de dois

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Lembra daqueles suportes de balas e pirulitos dos anos 1970 que ficavam nas portas das farmácias e empórios chamando a atenção da molecada? Você depositava uma moeda e eles liberavam uma prenda! O arquiteto paranaense Guilherme Torres resgatou esse mimo vintage na versão “arroz com feijão”, se apropriando da máquina como um guarda-grãos inusitado que é uma verdadeira injeção de bossa na cozinha – neste caso, na cozinha deste que vos escreve! Já para o ferro-velho buscar o seu! www.guilhermetorres.com.br

6 – Móveis híbridos

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Em tempos em que a otimização de espaço é o grande luxo, vale economizar cada centímetro quadrado com móveis práticos, funcionais e que acumulem funções múltiplas. Mix de cristaleira, aparador, bufê, louceiro, bar e floreira, a peça desenhada pelo gaúcho Ari Lyra é pau – ou melhor, vidro – para toda obra. Suas caixas laterais, soltas, podem fazer as vezes de suporte de plantas ou champanheira com gelo. Dentro das gavetas translúcidas, você guarda o que quiser: de uma coleção de toys a um serviço de jantar. Em cima, vão suas bebidas prediletas, os bibelôs da casa ou as comidinhas em noite de festa. Um luxo para todas as horas! arilyra@terra.com.br

7 – Reflexos cromáticos

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Nos embalos dos anos 1970, que vive seu grande revival no décor contemporâneo, o arquiteto Fabrizio Rollo saca da manga os espelhos coloridos, aqui fabricados com técnicas especialíssimas. “Sou fascinado por espelhos e desenvolvi alguns exemplares de várias tonalidades. O espelho é um artifício mágico. Já nos anos 1920, em pleno Art Déco, era muito explorado nos interiores europeus e americanos. Nos anos 40, o espelho colorido virou tendência forte e, nos anos 1970, os modelos prata, ouro ou fumê vieram para ficar”, ensina Rollo. Se você curtiu o look mas quer economizar ainda mais na produção, vale improvisar o seu com películas adesivas. www.fabriziorollo.com

8 –Camaleão na pista

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No apartamento projetado pela arquiteta paulista Flávia Gerab, o piso de madeira em espinha de peixe simplesmente se transforma em mármore recortado em cinco diferentes matizes. “A ideia da cor veio de uma loja da estilista Stella McCartney (filha do Beatle Paul!) em Londres, que tinha alguns tacos coloridos. Gostei da estética e quis ir um pouquinho mais longe ao recortar tacos de silestone para fazer uma transição de ordem prática e plástica”, explica Flávia sobre a mutação que acontece onde o sol incide com mais força (e a madeira se danificaria ao longo do tempo), e nas áreas molhadas que contornam a bancada da pia, fogão e geladeira. Aliás, a paginação sobe pelas paredes, literalmente, em efeito geométrico cheio de ginga. www.flaviagerab.com.br

9 –Planta alta

Cuidadosamente pendurada sobre a estante, encaixada como uma extensão da mesma, a moldura rococó transforma o aspecto do móvel completamente e instiga quem olha. Já seria o máximo ter só essa borda emoldurando seus livros e objetos, mas o criador do conceito, o arquiteto paulista Roberto Migotto, foi ainda além: arranjou uma série de suportes de plantas frondosas e choronas em efeito cascata, que brotam dali como uma tableau vivant. Um quadro orgânico que oxigena qualquer biblioteca ou living. Simplesmente genial, né? www.robertomigotto.com.br

10 – Luzes da cidade

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O espaço do Studio Ro+Ca, dos cariocas Carlos Carvalho e Rodrigo Beze, foi um dos grandes destaques da edição 2015 da Casa Cor Rio. Por lá, deflagrou-se uma tendência descoladíssima: o uso dos néons na decoração. “Gosto pela luminosidade e pelo mood old glam que eles imprimem, com essa carinha de letreiro de boate vintage”, conta o designer e consultor de estilo Aldi Flosi, que colaborou com a finalização do espaço. “O neon é uma peça chave para qualquer ambientação de personalidade forte. É arte que vem das ruas, a alma nas cidades. É essa a alma e a vida que gostamos de dar aos nossos projetos”, conta Beze, que desenhou a peça com Carvalho inspirado num código de barras com uma reflexão sobre o amor.

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A arte de conviver

Foto: Eduardo Liotti/ Divulgação

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