Sobrevoo rápido

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Milan Design Week é uma maratona de design com um tempero de gastronomia e moda. Este ano, a temporada de design encerrada domingo lotou a cidade que lança tendências para o mundo. Na torre de babel havia menos sotaques brasileiro e mandarim, mas alemão, japonês, francês e italiano, entre os mais conhecidos, compensavam a falta no grande burburinho característico dos principais pontos da cidade.

Além do Salone, a feira do móvel que é o evento âncora da Design Week, a programação paralela FuoriSalone é instigante porque surpreende e vai um pouco além do óbvio do mercado já consolidado. Apesar de fazer parte do catálogo do design, a Moooi – do criativo Marcel Wanders – sempre é estimulante para quem gosta de se deixar levar por vivências proporcionadas por um único produto disposto de uma forma inusitada, um ambiente ou uma instalação de luminárias figurativas. Como estas abaixo, criadas por Umut Yamac. De piso, pendente, de mesa, arandela: havia todas as possibilidades expostas em diferentes pontos do showroom na Zona Tortona. Veja mais uma foto abaixo:

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Luminárias de Tom Dixon e superfícies Caesarstone se fundiram em uma instalação gigante com recantos espalhados dentro da arquitetura de cinema da Rotonda della Besana. Era o The Restaurant by Caesarstone and Tom Dixon, espaço que foi aberto uma noite para a festa da temporada com direito a conhecer o lado músico do designer. Durante o dia, era um ponto de visitação da agenda FuoriSalone. Chamava atenção a disposição das luminárias: Dixon não apenas cria peça por peça, mas também sabe imaginar e propor o efeito das suas obras usadas em grupos.

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Na sala de imprensa da Università degli Studi di Milano, mais uma vez a ousadia do arquiteto Mac Stopa hipnotizou pela composição de grafismos e módulos, dando a sua interpretação para o tema Open Borders. Piso, teto, paredes e estofados estampados chegavam ao ápice nas poltronas e mesas da Drum Collection by Stopa, para a Cappellini, em branco e preto com composição gráfica em harmonia com as formas dos móveis.

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A grife Mogg mostrou em um espaço temporário junto ao Museo delle Culture, o MUDEC, uma versão de amarrações para uma poltrona. Essa solução simples, que muda a cara de um estofado básico, vem sendo explorada há algum tempo e sempre tem novas possibilidades.Este ano, havia este modelo na Zona Tortona e outros na Ventura Lambrate, um laboratório de usos de materiais e processos de criação.

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Exposição da Moooi emociona com cenários artísticos e peças novas e de catálogo

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Quem vai ao Salone de Milano durante a semana do design tem que passar na Zona Tortona e visitar a mostra temporária da marca comandada pela genialidade de Marcel Wanders. Em vários pontos, chamam a atenção as luminárias de Umut Yamac, figurativas, com pássaros empoleirados.

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Morre Zaha Hadid aos 65 anos

A file photo taken on September 25, 2013, shows Iraqi-British architect Zaha Hadid posing for pictures outside her recently completed design for an extension of the Serpentine Sackler Gallery in London. Iraqi-British architect Zaha Hadid, whose works include the London Aquatics Centre used in the 2012 Olympics, died on Thursday from a heart attack aged 65, her company said. LEON NEAL / AFP Zaha Hadid na ampliação da Serpentine Sackler Gallery em London

Infelizmente, Zaha Hadid, a primeira mulher a vencer o Prêmio Pritzker de Arquitetura, morre hoje ainda em plena atividade, aos 65 anos. Acredite, com uma bronquite, estava internada quando sofreu uma parada cardíaca, em Miami.

Com uma obra incrível como o Centro Aquático Olímpico de Londres, a Opera House de Guangzhou, o recente museu Maxxi, em Roma, e projetou também a ampliação da Serpentine Sackler Gallery em London, onde posou para esta foto da AFP, em 2013. Orgulho das mulheres arquitetas e profissionais em geral era super premiada, inclusive com o Pritzker, este ano, recebeu a RIBA Gold Medal, o maior prêmio de arquitetura do Reino Unido.

Um projeto que deverá ser lançado em julho no Rio de Janeiro começará a desenhar em Copacabana um prédio residencial assinado pela arquiteta Zaha Hadid, com suas ondas elevando-se 30 andares acima do solo. O lançamento está previsto para julho e a conclusão da obra, para 2018.

No Casa&Cia da quarta que vem, vamos relembrar um pouco da sua enorme obra.

Aqui está o comunicado oficial:

ZAHA HADID 1950-2016

It is with great sadness that Zaha Hadid Architects have confirmed that Dame Zaha Hadid, DBE died suddenly in Miami in the early hours of this morning. She had contracted bronchitis earlier this week and suffered a sudden heart attack while being treated in hospital.

Zaha Hadid was widely regarded to be the greatest female architect in the world today. Born in Baghdad in 1950, she studied mathematics at the American University of Beirut before starting her architectural journey in 1972 at the Architectural Association in London.

By 1979 she had established her own practice in London – Zaha Hadid Architects – garnering a reputation across the world for her ground-breaking theoretical works including The Peak in Hong Kong (1983), the Kurfürstendamm in Berlin (1986) and the Cardiff Bay Opera House in Wales (1994).

Working with office partner Patrik Schumacher, her interest was in the interface between architecture, landscape, and geology; which her practice integrates with the use of innovative technologies often resulting in unexpected and dynamic architectural forms.

Zaha Hadid’s first major built commission, one that affirmed her international recognition, was the Vitra Fire Station in Weil Am Rhein, Germany (1993); subsequent notable projects including the MAXXI: Italian National Museum of 21st Century Arts in Rome (2009), the London Aquatics Centre for the 2012 Olympic Games (2011) and the Heydar Aliyev Centre in Baku (2013) illustrate her quest for complex, fluid space. Buildings such as the Rosenthal Center for Contemporary Art in Cincinnati (2003) and the Guangzhou Opera House in China (2010) have also been hailed as architecture that transforms our ideas of the future with visionary spatial concepts defined by advanced design, material and construction processes.

In 2004, Zaha Hadid became the first woman to be awarded the Pritzker Architecture Prize. She twice won the UK’s most prestigious architecture award, the RIBA Stirling Prize: in 2010 for the MAXXI Museum in Rome, a building for the staging of 21st century art, the distillation of years of experimentation, a mature piece of architecture conveying a calmness that belies the complexities of its form and organisation; and the Evelyn Grace Academy, a unique design, expertly inserted into an extremely tight site, that shows the students, staff and local residents they are valued and celebrates the school’s specialism throughout its fabric, with views of student participation at every turn.

Zaha Hadid’s other awards included the Republic of France’s Commandeur de l’Ordre des Arts et des Lettres, Japan’s Praemium Imperiale and in 2012, Zaha Hadid was made a Dame Commander of the Order of the British Empire.  She was made Honorary Member of the American Academy of Arts and Letters and Fellow of the American Institute of Architecture.

She held various academic roles including the Kenzo Tange Chair at the Graduate School of Design, Harvard University; the Sullivan Chair at the University of Illinois, School of Architecture. Hadid also taught studios at Columbia University, Yale University and the University of Applied Arts in Vienna.

Zaha Hadid was recently awarded the RIBA’s 2016 Royal Gold Medal, the first woman to be awarded the prestigious honour in her own right. Sir Peter Cook wrote the following citation:

“In our current culture of ticking every box, surely Zaha Hadid succeeds, since (to quote the Royal Gold Medal criteria) she is someone “who has made a significant contribution to the theory or practice of architecture…. for a substantial body of work rather than for work which is currently fashionable.”  Indeed her work, though full of form, style and unstoppable mannerism, possesses a quality that some of us might refer to as an impeccable ‘eye’: which we would claim is a fundamental in the consideration of special architecture and is rarely satisfied by mere ‘fashion’.

And surely her work is special. For three decades now, she has ventured where few would dare: if Paul Klee took a line for a walk, then Zaha took the surfaces that were driven by that line out for a virtual dance and then deftly folded them over and then took them out for a journey into space. In her earlier, ‘spiky’ period there was already a sense of vigour that she shared with her admired Russian Suprematists and Constructivists – attempting with them to capture that elusive dynamic of movement at the end of the machine age.

Necessarily having to disperse effort through a studio production, rather than being a lone artist, she cottoned–on to the potential of the computer to turn space upon itself. Indeed there is an Urban Myth that suggests that the very early Apple Mac ‘boxes’ were still crude enough to plot the mathematically unlikely – and so Zaha with her mathematics background seized upon this and made those flying machine projections of the Hong Kong Peak project and the like. Meanwhile, with paintings and special small drawings Zaha continued to lead from the front. She has also been smart enough to pull in some formidable computational talent without being phased by its ways.

Thus the evolution of the ‘flowing’ rather than spikey architecture crept up upon us in stages, as did the scale of her commissions, but in most cases, they remained clear in identity and control. When you entered the Fire Station at Vitra, you were conscious of being inside one of those early drawings and yes, it could be done. Yet at perhaps its highest, those of us lucky enough to see the Heydar Aliyev Center in Baku in the flesh, can surely never have been in such a dream-like space, with its totality, its enormous internal ramp and dart-like lights seeming to have come from a vocabulary that lies so far beyond the normal architecture that we assess or rationalize.

So we are presenting her with this Medal as a British Institution: and as a Dame Commander of the Order of the British Empire: thus she might seem to be a member of our British Establishment. Yet in reality, many of our chattering classes and not a few fellow architects have treated her with characteristic faint praise, and when she heroically won the Cardiff Opera House competition, blocking the scheme. Or when we awarded her the RIBA Stirling Prize for the school in South London – her second win in a row – we, the jury, were loudly derided by a number of distinguished architects. Of course, in our culture of circumspection and modesty her work is certainly not modest, and she herself is the opposite of modest. Indeed her vociferous criticism of poor work or stupidity recalls the line-side comments of the tennis player John McEnroe. Yet this is surely characteristic of the seriousness with which she takes the whole business: sloppiness and waywardness pain her and she cannot play the comfy British game of platitudinous waffle that is the preferred cushion adopted by many people of achievement or power. Her methods and perhaps much of her psychology remain Mesopotamian and not a little scary: but certainly clear.

As a result, it is perhaps a little lonely there up at the top, surrounded now by some very considerable talent in the office, but feared somewhat and distanced from the young. Yet in private Zaha is gossipy and amusing, genuinely interested in the work of talented colleagues who do very different architecture such as Steven Holl, and she was the first to bring to London talent such as Lebbeus Woods or Stanley Saiotowitz. She is exceptionally loyal to her old friends: many of whom came from the Alvin Boyarsky period of the Architectural Association:  which seems to remain as her comfort zone and golden period of friendship. Encouraged and promoted at an early age by Boyarsky, she has rewarded the AA with an unremitting loyalty and fondness for it.

The history of the Gold Medal must surely include many major figures who commanded a big ship and one ponders upon the operation involved that gets such strong concepts as the MAXXI in Rome – in which the power of organization is so clear – or the Bergisel Ski Jump in Innsbruck where dynamic is at last captured – or the Aquatics Centre for the London Olympics where the lines diving boards were as fluid as the motion of the divers – made into reality. And she has done it time and time again in Vienna, Marseilles, Beijing and Guangzhou. Never has she been so prolific, so consistent. We realize that Kenzo Tange and Frank Lloyd Wright could not have drawn every line or checked every joint, yet Zaha shares with them the precious role of towering, distinctive and relentless influence upon all around her that sets the results apart from the norm. Such self-confidence is easily accepted in film-makers and football managers, but causes some architects to feel uncomfortable, maybe they’re secretly jealous of her unquestionable talent. Let’s face it, we might have awarded the medal to a worthy, comfortable character. We didn’t, we awarded it to Zaha: larger than life, bold as brass and certainly on the case.

Our Heroine.

How lucky we are to have her in London.”

Details of Zaha Hadid’s memorial service will be announced shortly.

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Jader Almeida para todos os espaços

Móveis com design de Jader Almeida expostos em São Paulo com lançamentos 2016

Entre os lançamentos 2016 de Jader Almeida, produzidos pela Sollos, a mesa Vinte pode representar as mesas de apoio que literalmente cabem em qualquer espaço, de grandes ou pequenas dimensões, combinadas a móveis de madeira, metal, vidro, pedra e estofados. Mesmo que o ambiente seja montado apenas com a linha de Jader, não há o menor risco de gerar uma atmosfera previsível tal a variedade de acabamentos e produtos que a coleção alcançou este ano.

Eu passei a quarta-feira passada em São Paulo, junto com a Mariella Stock, da Maiora Design Furniture, com um grupo de arquitetos convidados quando tive o prazer de penetrar nesse universo de mobiliário e luminárias deslumbrantes para uso pendente, em paredes, pisos e sobre móveis. Era a sua exposição Boas Novas. De fato.

Nas fotos abaixo, enquanto o Alexandre Maydana gentilmente me acompanhava e mostrava a versatilidade dos produtos, eu “roubei” estas fotos para compartilhar com você. Nesta semana, mostro em Casa&Cia e no casaecia.com mais fotos do preview da coleção 2016 e os dessobramentos do mobiliário preexistente de Jader Almeida, que está desembarcando mais uma vez em Milão para mostrar a sua obra durante a Milano Design Week, desta vez em espaço em Brera.

Mesa de Jader Almeida coleção 2016

Mesa Vinte da coleção 2016 de Jader Almeida sendo fechada

A mesa Vinte fecha como uma caixa, conforme mostra Alexandre Maydana, da área de design e comunicação da empresa Sollos

Exposição na La Rinascente de Milano

Fruteira do projeto Rising, de Robert Van Embricqs

Nesses tempos em que o conceito de luxo ficou mais abrangente, a experiência de conhecer, comprar e usar em casa peças selecionadas em uma feira mundial de Milão tem seu valor. Essa é a boa notícia. A má diz respeito à necessidade de se deslocar até a Itália para testemunhar o debut de seis jovens designers da edição de 2015 do Salão Satélite, feira que ocorre junto ao Salão Internacional do Móvel de Milão.
Mas o local é um point: a famosa La Rinascente, loja ao lado da catedral Duomo, o principal ponto de referência da cosmopolita cidade italiana. Desde a segunda semana de outubro, os escolhidos para compor a amostragem internacional na área de design da Rinascente milanesa exibe obras de Xuberance Studio (China), vencedor de 2015 do Prêmio Salão Satélite, Kimu Lab (Taiwan), Robert Van Embricqs (Países Baixos), AMWA Designs (Grã-Bretanha), Francesco Fusillo (Itália) e Markus Johansson (Suécia). (Veja abaixo, nas fotos de Divulgação do Salão Satélite, as fotos do Projeto Rising, de Xuberance Studio e Markus Johansson. Confira mais fotos na contracapa do Casa&Cia desta quarta-feira, dia 21 de outubro de 2015).

 

Projeto Rising, de Robert Van Embricqs

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Projeto Rising, de Robert Van Embricqs
Xuberance Studio

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Projeto Rising, de Robert Van Embricqs
Projeto Rising, de Robert Van Embricqs
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Vídeo: Calendário diferente chama a atenção na Craft + Design

Luminária de Alberth Diego da Farra Design

O estande da Farra Art Design na 27ª Craft + Design, como sempre, tinha muitos pontos focais. Luminárias, como esta da foto, do Alberth Diego, que homenageia os grandes inventores (e foi mostrada na abertura da coluna Em Casa do Casa&Cia desta semana), um carro de feira desmontável e com sacolas portáteis que podem ser usadas em casa também e material de papelaria, para ficar apenas em alguns produtos bacanas.

Não resisti e pedi este vídeo para compartilhar a graça deste calendário Malabares. Às vezes, é assim mesmo que a gente sente a passagem do tempo. Se, quando éramos crianças, os dias pareciam longos e o Natal distante, agora, às vezes a constatação da passagem do tempo é espantosa.

Caso queira ver mais Farra Design, depois de curtir o vídeo, espia farradesign.com.br, o site da empresa de Curitiba (PR).

O design de Marcelo Ligieri chega a Porto Alegre

Cadeira Tecno de Marcelo Ligieri para a Doimo, na Casiere

Nada do que foi será. Parece letra de música, mas o que o  arquiteto e designer Marcelo Ligieri busca na sua obra é o diferente. Com estilo, conforto, elegância. Naturalmente bonito, requintado e com tecnologia italiana. Literalmente. Ele praticamente monopoliza a fábrica Doimo, com unidade em Minas Gerais, 51% italiana. Suas peças de design – já desenhou umas 500, mas tem cerca de 200 em linha – encantam o mercado internacional, leia-se Estados Unidos e outros 19 países.

Mesa acessória de Marcelo Ligieri para a Doimo, na Casiere

– Isso mostra que o design brasileiro consegue exportar e não só importar – analisou André Canal, coordenador do curso de Design de Produto da Unisinos, que conduziu uma conversa com ele semana passada, em Porto Alegre, em meio a seus produtos. Canal ressaltou outro designer, Zanini de Zanine, que também trabalha com novos process0s e materiais e tem reconhecimento internacional.

Marcelo Ligieri esteve em Porto Alegre e recebeu para um bate-papo na loja Casiere, na Silva Só, 299 (casiere.com.br). Claro que antes conversei com ele e nesta quarta-feira publico parte do resultado (porque conversamos muito) nas páginas 4 e 5 do caderno Casa&Cia. A penetração do arquiteto que virou designer ao ir visitar a reforma na indústria Doimo, projetada pelo seu escritório e de seu pai, arquiteto Glebson, voltado para a arquitetura de indústrias, hospitais e empresas, projetos bem técnicos. Já o arquiteto Marcelo se dedicava mais aos interiores. Na ocasião, há 16 anos, foi provocado a criar algumas peças e nunca parou. Roda o Brasil e também as feiras no Exterior para entender o que o mercado quer e consegue a proeza de criar móveis aprovados pela crítica (tem prêmios IF entre a sua bagagem de sucesso; o deste ano foi pela cadeira Tecno, no alto deste post,e pela Smile, abaixo) e pelos consumidores.

Cadeira Smile de Marcelo Ligieri para a Doimo, na Casiere

– A pesquisa é mais importante que o trabalho de desenho se o seu objetivo for vender: se não estiver em sintonia com o mercado, não consegue fazer um produto que venda – garante o designer, diretor de arte, responsável pelo seu marketing e tudo o que gravita em torno dos móveis que saem do papel desenhado com caneta esferográfica preta.

O designer acredita que de uns cinco anos para cá o produto brasileiro está assumindo uma característica nacional. Isso porque o gosto do europeu não é o mesmo que o nosso. E o consumidor está colocando as suas preferências por um móvel mais robusto e duradouro, conforme Marcelo Ligieri, que ressalta: o móvel interfere diretamente na sua qualidade de vida.

Cadeira e banqueta de Marcelo Ligieri para a Doimo, na Casiere

Fotos Eleone Prestes

Neste momento, provavelmente o designer está quebrando a cabeça para identificar o que falta na sua linha de cadeiras, poltronas, banquetas, mesas grandes e pequenas. O móvel mais recente é uma estante  que serve tanto para residências quanto para ambientes corporativos, dentro da tendência free-standing. Esperemos para acompanhar os próximos lançamentos. Certamente a tecnologia empregada será impressionante, gerando um acabamento idem. Isso sem falar na estética, é claro.

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Revitalização de área pública

Adorei saber do cuidado da cidade de Passo Fundo com o seu espaço urbano. Um importante escritório, segundo o estudo BD World Architecture, o ACXT (braço de arquitetura e urbanismo do Grupo IDOM), dirigido no Brasil por Pedro Paes Lira, assina a revitalização do Parque da Gare. Para terem uma ideia, o IDOM ACXT é o responsável pela
Bilbao Sports Arena, projeto de 2010 para o centro desportivo com 30,8 mil metros quadrados em Bilbao, na Espanha.

No caso da nossa Passo Fundo, a antiga estação de trem que já havia dado origem a um parque na década de 1980 será o  principal espaço público no centro da cidade após a mudança, com feira do produtor, biblioteca, lanchonete com ponto de informação, zona de banheiros e manutenção e uma área polivalente com apoio e coberta na parte mais baixa do parque, junto ao lago, revitalizado e integrado no novo desenho dos elementos paisagísticos e urbanísticos. A fase atual é de licitações e a previsão de conclusão é 2016.

– O espaço urbano do novo Parque da Gare foi desenhado para ser usufruído com elementos de convívio e contemplação – diz Eugenio Borges, arquiteto da IDOM ACXT.

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