Colunista Henrique Steyer entrevista Mauricio Arruda, novo apresentador do Decora, no GNT

Foto Shupicov, Divulgação
Foto Shupicov, Divulgação

Ele é simpático e despretensioso. Com seu jeito tímido, encantou a plateia de mais de mil pessoas em um grande evento de arquitetura em que palestramos juntos, em Goiânia, no ano passado. O arquiteto Mauricio Pinto de Arruda tem 42 anos, nasceu em Londrina, no Paraná, tem mestrado em Arquitetura pela USP e é o novo apresentador do programa Decora, do canal à cabo GNT.

O programa, que estreou ontem, será exibido todas as terças-feiras às 22h pelo canal 41 da NET. Talentoso, inquieto e muito criativo, Mauricio estará à frente dos 13 episódios que compõem a nova temporada da atração, que já teve como apresentadores Bel Lobo e Marcelo Rosenbaum.

A seguir, um bate-papo com este amigo querido que vem cheio de vontade de decorar casas com seu estilo ímpar, lúdico e sustentável.

Como surgiu a oportunidade de ser apresentador do programa e como está sendo a experiência nas gravações desta primeira temporada? 
Foi uma indicação do Marcelo Rosenbaum, o antigo apresentador. A experiência está sendo incrível. Conversei muito com a Bel Lobo também,que apresentou as sete primeiras temporadas, e ela me disse que o programa mantém o coração aberto e o cérebro funcionando. É exatamente como estou me sentindo.

Seu trabalho foge um pouco das decorações convencionais.  Como você definiria em poucas palavras o estilo que pretende imprimir no programa?
Atemporal, brasileiro, sustentável, economicamente viável e com muita narrativa.

Já é tradição no programa Decora transformar as casas das pessoas em locais cheios de alegria e diversão. Você pretende manter este padrão?
Sim. A decoração tem essa função de transformar nossas vidas. Gosto da ideia de pensar que as pessoas voltam para casa no final do dia e, quando abrem a porta, a decoração pode arrancar um sorriso da gente. Esse é um objetivo maravilhoso do meu trabalho.

De que forma ocorre a seleção dos projetos que vão participar do programa?
O GNT recebe dezenas de vídeos pela página do programa na internet diariamente. Escolhemos juntos projetos que sejam uma combinação de conflitos que outras pessoas possam se identificar e ambientes com potencial para soluções interessantes. Pra mim, quanto mais problemas para resolver, melhor. Decidi fazer uma temporada toda de projetos residenciais e ela será gravada integralmente em São Paulo.

De que forma é administrado o orçamento para a transformação desses ambientes escolhidos?
Sempre busco soluções economicamente viáveis. Tenho fugido de marcenaria e peças muito caras. Se alguma coisa existe disponível no mercado, eu prefiro usar aquilo do que mandar fazer.

Como está sendo a conciliação de agenda pessoal com escritório, palestras e as gravações do programa?
Sou bastante organizado. Tem sido intenso, mas divertido.

O que você acha que ainda falta para termos uma boa arquitetura no Brasil?
Acho que já temos uma arquitetura incrível no Brasil, mas experimentação é uma coisa que sinto falta. Precisamos olhar mais para nossa cultura e artesãos e traduzir esses ensinamentos para uma linguagem contemporânea. Isso é um grande desafio.

E fora da TV, em seu escritório, com o que você gostaria de trabalhar que ainda não teve a oportunidade?
Quero projetar um prédio residencial, um hotel, fazer os interiores para um restaurante e mais escritórios.

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