Arte no fio: a cutelaria com design que transforma facas em objetos de desejo

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É como um efeito dominó. Quando uma área cresce, puxa muitos setores consigo. Um exemplo de “parceria espontânea” é a gastronomia e a arte da cutelaria.

Com o crescimento de profissionais na área e amadores entusiasmados, a busca pelo corte perfeito impulsionou cuteleiros a criarem cada vez mais peças eficientes – e belas.

No Salão Design Movelsul deste ano, uma faca ficou entre os premiados. Fruto de um trabalho de concepção apurado de seu criador, o designer Daniel Gontijo, da Organic Knives, de Minas Gerais. Depois de aprender a arte da cutelaria com o pai, Daniel partiu para uma gestão completa do produto.

– É bastante característica no design a preocupação com o uso, a ergonomia, a interação entre quem usa e a peça em si – afirma o designer, com oito modelos em seu portfólio.

Sempre com aço inox de alto carbono em suas facas, o Daniel também está sempre em busca de novos materiais e acessórios, como estojos de couro com esmerado acabamento.

Assim como William Porto, de Pelotas, que depois que deixou o Exército não teve dúvidas sobre seguir o caminho da cutelaria. Há um ano, dedica-se exclusivamente à arte de criar facas, experimentando materiais como o aço damasco padrão turco.

Chef8

Premiada no Salão Design Movelsul 2016, a faca Chef8 nas versões com madeira muirapiranga (avermelhada, no alto da matéria) e peroba rosa (acima). Em couro, o estojo tem três tipos de couro
na mesma peça (abaixo)

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Abaixo, o modelo em aço damasco padrão turco, criada para uma série comemorativa por William Porto.

Foto William Porto, Divulgação

Foto William Porto, Divulgação

Fotos Marcelo Donadussi, Divulgação

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Crédito fotos: Marcelo Donadussi, Divulgação

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