O verde dentro dos escritórios

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Práticos para os interiores, os arranjos com plantas voltam com tudo na casa contemporânea, impulsionando jovens designers brasileiros na criação de móveis híbridos e outros acessórios. A demanda tem a ver com o movimento de volta ao natural que reflete nas vitrines das lojas e nas salas de estar daqui e do Japão, seja lá qual for o estilo do dono do pedaço. São tecidos e tapetes de fibras, móveis e objetos de superfícies cruas, novas tecnologias de manuseio de madeira e outras alternativas que fazem valer o verbete “sustentabilidade” em tempos de uso equivocadíssimo da palavra.

Os holofotes agora se voltam para os suportes para plantas naturais. Nas casas brasileiras dos anos 1960, 1970 e 1980, por exemplo, as samambaias penduradas na varanda eram tão características da nossa cultura estética quanto o cobogó, o ladrilho e a mobília de jacarandá. Hoje, nomes quentes da nova geração – como a trinca de profissionais do Suíte Arquitetos, um dos escritórios mais badalados de São Paulo – apostam na estética.

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– Em uma casa que dá fundos para o Parque do Ibirapuera, em São Paulo, projetamos um terraço como continuação da cozinha gourmet que ficou um pouco árido, já que o jardim está na fachada frontal. A ideia era ter algo mais conceitual lá atrás, brotando da pérgola. Apostamos na samambaia. É uma planta adaptável a diferentes situações: pode ser pendurada ou apoiada. Fizemos um céu de samambaias com diferentes alturas – conta Daniela Frugiuele, sócia de Filipe Troncon e Carolina Mauro no estúdio.

Proposta é colocar o verde dentro dos escritórios

Entre os jovens designers, a criação de móveis híbridos de vasos já virou febre, como vem acontecendo nos países escandinavos, na Itália e em outros polos moveleiros que ditam as regras do jogo. Formado pela prestigiada Design Academy de Eindhoven, na Holanda, o designer paulistano Julio Radesca, 27 anos, desenvolveu a mesa de trabalho Personal Fresh. – A pesquisa partiu das nossas necessidades básicas: respirar ar puro no trabalho e estimular a criação – conta.

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O paulistano Bruno Simões, 32 anos, e sua mesa Quina, com encaixe para vaso, e a linha de mobiliário Pós Tropical, do gaúcho Guilherme Wentz, 27, também derivam do conceito híbrido com encaixe para plantas naturais. Ou seja, são a bola da vez. Seja direto no móvel-suporte ou em vasos descoladíssimos, a ordem é oxigenar o décor. Mas lembre-se daquela regra número um: planta artificial, nem no Carnaval!

Pequenas soluções
Na coleção Cuias, assinada pela designer Andrea Bandoni, as peças recebem mudinhas naturais e ficam penduradas em redes. Já os vasos da linha Concrete, edição limitada do Estúdio Ninho, são feitos em concreto com aros de borracha e podem abrigar outros itens além de plantas

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Mobiliário híbrido
Todas as peças da linha Quintal incorporam o verde. O design é assinado pelo trio Guilherme Wentz, Leonardo Laste e Marina Gatelli. A criativa mesa Personal Fresh é assinada por Julio Radesca

Divulgação, Carlos Edler

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