O mundo se despede de Zaha Hadid, a maior estrela feminina da arquitetura

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Inesquecíveis são as construções assinadas pela arquiteta mais premiada e reconhecida, a anglo- iraquiana Zaha Hadid, que explodiu nos anos 2000 com obras e premiações. Nascida em Bagdá, morava em Londres, mas faleceu em Miami, de parada cardíaca, no começo da manhã de quinta-feira passada. Marcante e destemida, teve a sua luz apagada por uma simples bronquite.

É preciso rememorar que, aos 65 anos, formada em matemática, antes de arquitetura – foi aluna de Rem Koolhaas – era a primeira mulher a ganhar sozinha um Prêmio Pritzker de Arquitetura, em 2004. Em fevereiro de 2016,recebeu a derradeira distinção: RIBA Gold Medal, a maior de arquitetura do Reino Unido, pelo conjunto de sua obra desconstrutivista.

Em 2010, havia ganho um RIBA Stirling Prize pelo MAXXI, o Museu de Arte do Século 21, construído em 2009 em Roma, perto do rio Tevere. Inspirada na natureza do entorno das obras, como rios, campos e montanhas,a mulher visionária gerava polêmicas no mínimo pelo custo de execução de seus projetos fora da caixa, mas sobretudo talvez por ser uma estrela, com assinatura em importantes e originais construções. Ela corria riscos, como os grandes criativos. Marcou a arquitetura com o Centro Aquático Olímpico de Londres e a Opera House de Guangzhou, mas para o Brasil só deu tempo de criar um modelo de Melissa.

Era pintora a figura marcante com guarda-roupa idem. Esculturas as fazia monumentais e funcionais para outros usufruírem, como o prédio em construção na área do High Line, em Nova York, cuja obra já vinha sendo visitada como um monumento. No seu apartamento, vivia sozinha entre suas criações bidimensionais, a poucos minutos do escritório.

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Asas da imaginação, entre curvas e retas
A arquiteta Zaha Hadid na Serpentine Sackler Gallery, em Londres, com projeto de ampliação de autoria do seu escritório, Zaha Hadid Arquitetos, como o Museu MAXXI, o Modern Art XXI, em Roma (fotos abaixo), obras que contribuíram com movimento para a paisagem

Fotos Cristiano Bauce, Dilvulgação

Uma casa de estar. Feita para usar, esta residência foge do estilo “vitrina”

Eleone Prestes

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