Coluna do Abreu Jr: tributo a Tomie Ohtake

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Sua obra em Sampa

“A Tomie traz como contribuição para a arte brasileira essa capacidade de articular, o Oriente e o Ocidente, o gestual e o geométrico”, aponta Miguel Chaia, professor da PUC-SP A paisagem de São Paulo ganhou a cara de Tomie Ohtake. São criações dela as curvas coloridas das grandes esculturas que dividem os dois lados da via expressa da Avenida 23 de Maio (homenagem aos 80 anos da imigração japonesa no Brasil); os quatro painéis de 2 metros de altura por 15 de comprimento que representam as estações do ano no metrô Consolação; as ondas vermelhas de gesso da obra presa ao teto do Auditório do Ibirapuera; o arco vermelho de 3 toneladas e 12,5 metros de altura no Brooklin; e o painel de 23 metros de altura na lateral do prédio que leva seu nome no Itaim Bibi.

Ela partiu

Em 12 de fevereiro de 2015, a artista – que costumava dizer que o ar do Brasil tem um toque da cor amarela – nos deixou aos 101 anos de idade, mas deixa aqui seus conceitos, sua casa brutalista, projetada por seu filho, o arquiteto Rui Ohtake, e também um legado importante para a arte brasileira. Em Florianópolis podem ser conferidas três obras da artista, na galeria de Helena Neckel.

Um tributo a Tomie Ohtake

A artista plástica naturalizada brasileira nasceu em Kyoto no Japão em 1913. Nas artes dedicou-se ao abstracionismo, às cores fortes e às curvas. Aos 23 anos de idade viajou ao Brasil para visitar um irmão, mas não pôde retornar, devido à Segunda Guerra Mundial.

Personalidade curiosa

Na véspera de seu centenário, Tomie concedeu uma entrevista à Casa Vogue, quando revelou gostos simples e sua paixão pela arte. Conta que suas cidades preferidas eram Kyoto e São Paulo, e que sua palavra favorita na língua portuguesa sempre era o “calor”. Deixa claro que o hábito brasileiro com o qual nunca se acostumou foi com o “desleixo”, mas afirmou que adorava o Brasil
e a liberdade desse país. Tomie ressaltou também que os melhores encontros na vida eram aos domingos com a família.

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A casa de Tomie Ohtake

É uma verdadeira escultura brutalista em concreto com espaços integrados e vazios, características encomendadas por Tomie. Toda a estrutura monocromática foi pensada exatamente para realçar suas obras de arte, naturalmente multicoloridas. A mobília foi desenhada pelo filho, com curvas que preenchem os ambientes. Do lado de fora, as linhas minimalistas se estendem quase
como um ser orgânico em direção ao jardim exuberante formado de espécies tropicais e uma boa coleção de esculturas.

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